Crowdsourcing, também conhecido por inteligência coletiva, é uma forma de produção que conta com vários voluntários online. O termo deriva do inglês, onde “crowd” significa multidão e “sourcing”, terceirização. A ideia é transmitir os problemas à um grupo sob forma de convite direto ou indireto para soluções. Ou, melhor, soluções baratas e, muitas vezes, mais apuradas do que aquelas fornecidas por profissionais isolados.

Um bom exemplo de crowdsourcing é o site Wikipédia. A enciclopédia online é escrita por pessoas comuns e qualquer artigo pode ser modificado, ampliado e transcrito por voluntários do mundo inteiro. A prova de que, se usado corretamente, o modelo de crowdsourcing é capaz de resultar em novas ideias, encurtar o tempo de busca e desenvolvimento, além de diminuir os custos. O resultado pode ser extraordinário.

É importante compreender esse processo, pois os sites de compras coletivas trabalham adaptando-o com a seguinte fórmula: a empresa parceira só paga ao site quando as ofertas atingirem um número mínimo de participantes. Ou seja, para que determinado comprador obtenha um desconto de 90%, por exemplo, é necessário que um número “x” de compradores se interessem pelo produto para que aquela compra seja efetuada. Alguns compradores são passivos e apenas compram e “torcem” para que a venda seja efetuada. Outros não: eles se organizam num esforço coletivo descentralizado para que a compra atinja o número mínimo de compradores e atuam como verdadeiros anúncios da promoção.

Um exemplo de crowdsourcing brasileiro a ser citado foi a mobilização gerada por cinco fãs cariocas da banda sueca “Mike Snow”, que acreditavam que exista público para todo tipo de show alternativo e resolveram tomar uma atitude que mudasse essa história. Em pouco tempo conseguiram mobilizar 60 pessoas por meio de uma campanha por e-mail. A proposta era rachar os custos do show. Cada pessoa colaboraria com R$ 200, e teria direito a um ingresso. Se 800 ingressos fossem vendidos, esses colaboradores receberiam o dinheiro de volta. Se tivessem 100 colaboradores, o show já estaria pago. Foi então que os 5 fãs conseguiram o apoio de 3 empresas e o canal Multishow, e a partir de então era necessária a venda de 480 ingressos, facilitando a devolução do dinheiro aos colaboradores. Além da casa de shows Circo Voador ter aceitado arcar com os custos do local do show.

Com tudo acertado, iniciaram então uma campanha nas redes sociais. Em uma página do Facebook eles divulgavam o sucesso da ação para fazer com que o restante dos ingressos fossem vendidos. A ação foi um sucesso! Podemos dizer que a facilidade de alcance que temos nas redes sociais foi um fator imprescindível para esses fãs conseguirem seu maior objetivo. Certamente foi uma atitude gratificante que mais uma vez prova o quanto estamos diante de ferramentas de grande poder.

Para tanto, é necessário bastante interação. A difusão das ações de crowdsourcing, sejam elas com colaboração de conteúdos ou até mesmo em compras coletivas, são realizadas nas redes sociais. Um amigo indica e a informação vai se propagando entre os conhecidos dos conhecidos. Essas fórmulas mostram o quanto a atividade em conjunto tem sido lucrativa, tanto para a multidão quanto para as empresas. No caso das compras coletivas, a empresa ganha visibilidade e fidelidade dos clientes, enquanto o comprador garante bons descontos e segurança. Além de ser, também, um artifício para que se resolvam problemas como a falta de acesso a determinados produtos.

 

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Quarta, Junho 27, 2012

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