No mês passado, a Borders, segunda maior rede de livraria dos Estados Unidos, pediu concordata e decidiu fechar 30% das suas lojas. A justificativa foi a dificuldade da empresa em se ajustar diante das novas tecnologias. A chegada dos leitores digitais revolucionou o mercado literário e obrigou as principais redes a repensarem o modelo de negócio. O que tira o sono dos principais executivos é saber qual será o peso do livro impresso no faturamento.

 

A rede Amazon informou que no último trimestre de 2010, pela primeira vez na história, os livros para o Kindle (leitor digital da empresa) foram mais vendidos que os tradicionais. A relação foi de 115 livros eletrônicos comercializados para 100 físicos. Hoje, os livros digitais respondem por uma fatia entre 3% e 10% do faturamento das editoras no mercado americano. Para 2015, a projeção é que quase metade das receitas venha dos livros digitais.

 

No Brasil, as redes brasileiras já começaram a se movimentar diante do avanço dos tablets (leitor digital). Um estudo recente da consultoria IDC revela que 300 mil unidades serão vendidas este ano no País, contra 100 mil aparelhos comercializados em 2010.

 

A Livraria Cultura já fez as contas: espera que 5% do seu faturamento venham dos livros digitais até 2012. O número pode parecer pequeno, mas o salto almejado é grande. Atualmente, esse segmento corresponde a 0,5% do faturamento da rede. "O mercado ainda não tem a resposta para avaliar qual será o impacto exato nas vendas com a chegada das novas tecnologias", diz Fabio Herz, diretor de marketing e relacionamento da livraria. "Pesquisa tem muita futurologia, mas uma livraria não vai sobreviver só com o livro tradicional", avalia Herz.

 

Para diversificar o seu faturamento, a Livraria Cultura já oferece os eBooks e AudioBooks. CDs e DVDs também fazem parte do seu cardápio de ofertas. A rede segue apostando nas lojas físicas e planeja para este ano a inauguração de mais três – as duas primeiras no Rio de Janeiro e uma em Curitiba. Em 2010, a Cultura teve um aumento de 17% no seu faturamento. Para este ano, a meta da rede é manter o crescimento próximo dos 20%.

 

fonte: adnews.com.br

 



Sexta, Dezembro 13, 2013

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