O conhecido “funil do marketing” foi transformado pelo efeito digital. E são cinco os comportamentos que os profissionais do marketing devem adoptar para ressuscitar este novo “funil” de uma forma integrada. Siga alguns exemplos…

 

1. O compromisso entre a marca e consumidores

O programa Nike + , que permite a um corredor, profissional ou amador, registar as suas corridas e tempos, é um excelente exemplo de como é possível transformar um desporto individual num desporto colectivo. Comparar os progressos individuais com os dos amigos e “passar tempo com a marca” foi a forma perfeita que o gigante do desperto arranjou para o denominado “branded value” e para o “engagement” ou compromisso que se estabelece entre o consumidor e a marca.

 

2. A influência e as ideias “contagiosas”

“Dar uma razão para as pessoas falarem da sua marca” é o sonho de qualquer profissional desta área. O famoso “flashmob” que a T-Mobile criou na estação de comboios de Liverpool, colocando, por “contágio” um número impressionante de pessoas a dançar, fala por si. Este evento já foi visualizado 30 milhões de vezes na Internet e as vendas da operadora aumentaram 29%.

 

3. Iniciar um diálogo, estabelecer um relacionamento

É um dos três sites mais populares do Benelux. Chama-se yunome e pertence à Unilever. A ideia foi constituir uma plataforma para mulheres, com artigos sobre moda, beleza, culinária, entre outros, mas que, para além de conteúdos nestas áreas, coloca as utilizadoras a escrever artigos – contando histórias – e a comunicarem entre si. Claro que, por outro lado, a Unilever aproveita o espaço para publicitar os seus produtos e mantém os preciosos dados das suas fiéis clientes. A construção de uma comunicação contínua entre a marca e os consumidores é absolutamente crucial nesta era.

 

4. Ganhar nas prateleiras digitais

“Quanto mais se fala de um produto, mais depressa o seu preço desce” ou como fazer promoções na era digital é um outro comportamento a ter em conta. Conseguir que as pessoas façam parte integrante da venda ou promoção do produto é essencial nesta era digital. A Starbucks, cuja página oficial no Facebook conta com 20 milhões de fãs, serve de excelente exemplo neste caso. E foi também a primeira a abrir um canal para clientes no Twitter. Dar ideias à própria marca é também uma forma de integrar os consumidores que, assim, realmente sentem que fazem parte da mesma. O Starbucks Idea é um blogue exclusivamente criado para este efeito e a cadeia de café já colocou em prática 150 ideias vindas das cabeças dos seus fiéis consumidores.

 

5. “Ouvir” tudo o que os consumidores têm a dizer

No Google, no Twitter, no Facebook ou em outras redes sociais. Estar atento às “palavras-chave” que os consumidores proferem é saber que caminho devem as marcas seguir para os fazer felizes. Uma marca de bebidas energéticas muito popular nos Estados Unidos, a Gatorade, resolveu criar a denominada Mission Control. Quatro gestores em full-time monitorizam todas as conversas sobre a marca, a concorrência e as comunidades de desportistas entusiastas. Para além disso, na sua sala de trabalho estão rodeados por enormes ecrãs de televisão para assistirem a eventos desportivos, nos quais também interagem com os consumidores. Em 2010, a sua página no Facebook atingiu um milhão e 200 mil fãs. E tudo porque ouvem, monitorizam e dão ao consumidor aquilo que ele exactamente precisa.

 

fonte: Helena Oliveira, VER

 



Sexta, Janeiro 31, 2014

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