Se é daquelas pessoas que não vende nada ou que nada tem para vender, sugiro que salte já esta parte e avance para o parágrafo final deste texto ↓ . Caso contrário, deixe-me perguntar-lhe se é comerciante, se trabalha numa empresa que venda produtos ou serviços ou se é utilizador de um daqueles sites de vendas particulares com o objectivo de se ver livre da tralha que tem no sótão, na garagem, ou daquele bibelot que a sogra lhe ofereceu há uns anos no Natal.

 Se respondeu sim a uma ou mais das perguntas anteriores, certamente é uma pessoa atenta ao fenómeno do comércio electrónico. Este tornou-se o epicentro do comércio mundial e local. A deslocalização das indústrias tradicionais levou ao comércio global via internet, casos da Alibaba ou da eBay e a democratização do acesso à rede global levou à criação das grandes plataformas de vendas a retalho como a Amazon ou a Rakuten. É impossível escapar à força de atracção desta forma de comércio que permitiu que a lúdica actividade de ‘ver as montras’ se possa agora praticar em casa, no local de trabalho, ou em qualquer lado através de smartphones e tablets.

Hoje, contudo, gostaria de chamar a sua atenção para um outro aspecto do comércio online. Se num primeiro momento, há cerca de duas décadas, a internet foi palco para empresas apenas vocacionadas para o comércio digital, rapidamente muitas daquelas que apenas trabalhavam no mundo físico - off-line – se aperceberam que tinham na internet um outro canal para escoar os seus produtos ou, em muitos casos, uma saída airosa para a falta de procura da parte de um mercado em recuo.

Se há um objectivo comum a todas as empresas é o da permanente procura de novas estratégias de abordagem do mercado. Para aquelas que se querem vivas (e para as que não querem uma morte antecipada), a internet é o canal de distribuição por excelência a acrescentar aqueles que já utilizam no ‘mundo físico’. É barato, acessível e de fácil utilização. Não obstante, não é de admirar que tantas tenham desistido por causa da tecnologia. Mas ter uma loja online é um dos caminhos para o sucesso. Mesmo para aqueles que fazem a maioria das suas vendas numa loja física, e da forma tradicional, uma loja on-line pode ser um grande trunfo que os clientes regulares podem usar para fazer os seus novos pedidos. Uma loja on-line é um ponto de venda 24x7 que se adapta às necessidades de compradores que desejam poder fazer as suas compras quando e onde quer que estejam.

Se faz parte daquele grupo de leitores que saltou do primeiro para este último parágrafo, deixo-lhe uma pergunta mais: se for empregado de alguma entidade, já reparou que está a vender o seu tempo?


João Nuno Patrício

CMO



Sexta, Julho 15, 2016

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