A Joana é a sua cliente-alvo, a pessoa que reúne boa parte das características que a fará adquirir o seu produto ou serviço. Cuja personalidade, hábitos de consumo, local onde habita, idade, grau de instrução, família e amigos a influenciam no sentido de ser alguém com um comportamento típico do cliente cujas necessidades a sua empresa se empenha em satisfazer.

 

Sabe onde encontrar a Joana? Não. Mas sabe que esse é o cliente-tipo de que necessita para escoar os seus produtos – sejam eles roupa ou sapatos, flores ou legumes – ou os seus serviços – seja um médico, contabilista ou proprietário de um restaurante, Então, como facilitar a vida a quem necessita de chegar perto da Joana e dizer-lhe:

- Já reparou que tenho à sua disposição precisamente aquilo que procura?

 

Se gosta de histórias, repare na seguinte, que começa como começam todas as histórias.: «Era uma vez, em tempos que a memória esquecerá (mas não a História, evidentemente), uma empresa que queria fazer publicidade aos seus produtos. Então, decidiu contactar alguém que soubesse tratar desse assunto. E assim foi. Essa pessoa criou um anúncio bastante apelativo, imprimiu panfletos, distribuiu-os pela cidade, colocou anúncios nos jornais e, até, alguns spots na rádio local. No fim, calculou-se que a publicidade tenha sido vista por milhares de pessoas, mas… Naqueles tempos, havia sempre um mas… Ninguém sabia ao certo se o cliente-alvo tinha sido alcançado pela Campanha publicitária. E por quê? Porque, simplesmente, não havia forma de medir esse alcance.»

Como em todas, também nesta há uma ‘moral da história’. Só podemos saber se o dinheiro que se investe em publicidade é muito ou pouco se pudermos avaliar os objectivos alcançados. No exemplo da nossa história, muitos fôramos que viram os anúncios daquela empresa, mas certamente a maioria não corresponderia ao seu tipo cliente, pois o mercado-alvo não havia sido correctamente seleccionado. Por outras palavras: não conseguiam encontrar a Joana no meio de toda a população da cidade.

 

A revolução associada à invasão da Internet nos nossos dias também aconteceu na engenharia publicitária. Hoje, os orçamentos são mais racionalmente utilizados e os resultados mais satisfatórios. Agora podemos com muito maior eficiência ‘encontrar a Joana’ e fornecer-lhe informação feita à medida dela. O cliente deixa de ser sujeito passivo da publicidade quando se torna agente activo da informação. Ele pode selecionar o que quer ou não ver e consumir, enquanto as empresas lhe podem fornecer conteúdos feitos à medida das suas necessidades e dos seus gostos.

Com ferramentas como o Google AdWords ou o Facebook Ads (apenas para citar as mais populares), estamos em condições nunca antes possíveis de obter para aferir exactamente o nosso ROI (o Retorno Sobre o Investimento) feito em publicidade. E a produção de campanhas utilizando o cruzamento de meios off-line (jornais, revistas, flyers, etc.) com meios online permite hoje alcançar resultados surpreendentes com orçamentos tendencialmente decrescentes.

 



Quinta, Setembro 15, 2016

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